Estrutura do Protocolo AX.25


De http://www.appr.org.br/

 

Em 1978 no Canadá experimentos são realizados entre radioamadores envolvendo a tecnologia de comunicação com o protocolo que transmitia pacotes de informações. Desenvolveram-se protótipos de circuitos bem como o melhoramento do protocolo empregado. Conseqüentemente surgiram diversos grupos de radioamadores envolvidos onde foram realizadas reuniões com os interessados. Chegando-se em 1984 com o primeira aprovação de um padrão definido do protocolo nomeado de AX.25 (Amateur X25) bem como também de um hardware específico denominado de TNC-2 (Terminal Node Controller). Esta estrutura segue as normas do ISO (International Standards Organizations), IS (Information Standards 3309, 4335 e 7809 HDLC, recomendações do CCITT Q.920 e Q.921 LAP-D, parâmetros do ISO 8885 e definições de serviço do ISO IS 8886.
O protocolo permite a comunicação entre mesmo, dois ou mais sistemas, nos modos half-duplex ou full-duplex.
Permite ligação:
a) em um sistema de repetidor digital de pacotes (DIGIPEATER),
b) de uma rede inteligente de distribuição (NODE),
c) entre dois canais distintos (GATE),
d) com um sistema de BBS,
e) com sistema TCP/IP,
f) com Satélites.
Para que ocorra uma comunicação bem sucedida entre duas estações o AX.25 faz exigência de que a cada pacote de informações enviadas, seja retornado uma confirmação destes mencionando os pacotes recebidos, ou com corrupção de informação, onde acontecendo o caso de perda de algum pacote este será transmitido novamente, onde seqüencialmente pode-se enviar no máximo de uma única vez oito pacotes, e enquanto não houver confirmação destes pacotes a seqüencia de novos pacotes não prossegue. A estação que enviou um ou mais pacotes aguarda a confirmação de recebimento do pacote transmitido, caso num período de tempo determinado ela não receba esta confirmação, ela questiona a outra se houve recebimento do pacote enviado, esta confirmação é pedida por no máximo oito vezes e seqüencialmente há uma desconexão pois a comunicação não está bem sucedida. Segue exemplo de conexão entre estações denominadas de A e B:

 

ESTAÇÃO "A"

ESTAÇÃO "B"

TEMPO

Pede conexão à estação B

 

t0

 

Confirma ao pedido de conexão da estação A

t1

Envia um pacote de informação

 

t2

 

Confirma recebimento do pacote

t3

Envia 3 pacotes de informação

(simulamos uma interferência no período do terceiro pacote de informação)

t4

 

Confirma recebimento de 2 pacotes de informação

t5

Envia somente o terceiro pacote

 

t6

 

Confirma o recebimento do terceiro pacote

t7

Envia 1 pacote de informação

(simulamos nova interferência recebida somente pela estação B, só que contínua até t26)

t8

 

 

t9

Requisita confirmação do pacote enviado (primeira vez)

 

t10

 

 

t11

Requisita nova confirmação do pacote enviado (segunda vez)

 

t12

 

 

t13

Requisita nova confirmação do pacote enviado (terceira vez)

 

t14

 

 

t15

Requisita nova confirmação do pacote enviado (quarta vez)

 

t16

 

 

t17

Requisita nova confirmação do pacote enviado (quinta vez)

 

t18

 

 

t19

Requisita nova confirmação do pacote enviado (sexta vez)

 

t20

 

 

t21

Requisita nova confirmação do pacote enviado (sétima vez)

 

t22

 

 

t23

Requisita nova confirmação do pacote enviado (oitava vez)

 

t24

 

 

t25

Envia comando de desconexão entre as estações

 

t26

 

 

t27

 

Interferência some

t28

 

Pergunta se estação A ouve estação B

t29

Envia comando de desconectado entre as estações (pois já estava considerada uma comunicação desconectada)

 

t30



Para que haja sincronismo na recuperação dos dados transmitidos estes antes de serem transmitidos são passados por um processo onde os bits já formatados pelo protocolo AX.25 (HDLC extendido) são codificados com o sinal de freqüência da velocidade de transmissão perfazendo a codificação chamada de NRZI (Non-Return to Zero Inverted). A codificação NRZI determina que um dado no formato NRZ no estado de nível 1 não muda o estado final do bit, mas se o dado for 0, o estado final é trocado.

 

Estrutura do Protocolo:
O protocolo AX.25 tem três tipos de moldes:
a) molde do tipo I (Informatiom),
b) molde do tipo S (Supervisory),
c) molde do tipo U (Unnumbered).
Cada molde é composto por diversos campos (primeiro bit é enviado do lado esquerdo):

Molde para as estruturas U e S:

Flag

Address

Control

Information

FCS

Flag

01111110

112~224 bits

8/16 bits

N * 8 bits

16 bits

01111110

 


Molde para a estrutura tipo I:

Flag

Address

Control

PID

Information

FCS

Flag

01111110

112~224 bits

8/16 bits

8 bits

N * 8 bits

16 bits

01111110

 

Função dos campos:
a) Flag:
Utilizado tanto para início da estrutura quanto no fechamento, constituído de um byte com o valor 7EH.
b) Address:
Este campo contém a identificação das estações (indicativo de chamada das estações) tanto a originadora do pacote quanto a destino e outras envolvidas no caso de existir algum Digipeater envolvido na comunicação.
c) Control:
Define o tipo de molde utilizado na estrutura para a camada L2 do protocolo.
d) PID:
(Protocol Identifier) Define o tipo de molde utilizado na estrutura para a camada L3 do protocolo.
e) Information:
É o campo que contém os dados que são enviadas a estação conectada.
f) FCS:
(Frame Check Sequence) É um campo que é enviado na transmissão do pacote (contém o valor de um cálculo matemático realizado do campo de Information), recalculado quando pela estação destino e comparado para assegurar validação dos dados.